O Corinthians teve que mudar de discurso quanto ao orçamento para a construção de seu futuro estádio, a partir do momento em que se divulgou que o governo estadual de São Paulo bancará uma arquibancada móvel de 20 mil assentos para garantir a abertura da Copa do Mundo de 2014. Até a semana passada, a diretoria dizia que os 65 mil lugares estavam na conta de R$ 820 milhões.O diretor de marketing, Luis Paulo Rosenberg, porém, minimizou as críticas pela estrutura removível que vinha sendo omitida pelo clube. "Tem gente que pensa que a única diferença entre o estádio e o estádio de abertura são os 20 mil lugares. Se fosse isso, custaria R$ 50 milhões a mais (estima-se que custe R$ 70 mi)", disse o dirigente, durante palestra na capital paulista.
Segundo ele, o projeto que vem sendo tocado pela construtora Odebrecht, na área de 197.095m² em Itaquera, leva em conta exigências da Fifa para se receber o jogo inaugural, ao qual irão dezenas de chefes de Estado do mundo todo. "Entra problema de segurança, de área onde vão ficar, tamanho de camarote, de corredor, um andar subterrâneo inteiro. O custo é brutal", justificou Rosenberg.
O dirigente defendeu ainda um antigo argumento, o de que o Corinthians nunca pretendeu se candidatar para a abertura e foi, na verdade, a solução encontrada por São Paulo. "Vamos precisar de 65 mil lugares em 2025", ironizou o corintiano, ao acrescentar que o clube preferiu projetar um estádio com 48 mil lugares e suporte para ampliar a capacidade quando viável.
"Tudo aquilo que a Fifa exige e que não gera receita, Estado e Prefeitura vão pagar. Tudo que tenha a ver com estádio em si, nós pagaremos pegando financiamento (do BNDES)", concluiu.
CLP/GP
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